Cinema creed nascido para lutar stallone brasil

Publicado em janeiro 13th, 2016 | Por Rodrigo Cirne

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Creed: Nascido para lutar – Crítica

Para quem está familiarizado com a franquia Rocky, Creed: Nascido para lutar pode soar como um reboot, ou um recomeço da franquia. Em termos, Creed é realmente um recomeço da franquia, com cara de reboot, porém, é um filme que possui sua própria identidade, que não brinca com a inteligência do espectador, e isso se deve muito as atuações inspiradas de Michael B. Jordan (Adonis Johnson Creed) e principalmente, Sylvester Stallone (Rocky Balboa), vencedor do Globo de Ouro.
Creed conta a história de Adonis Johnson, que desde cedo tem uma pré disposição a brigar com as pessoas. Depois de percorrer por diversas instituições para menores, ele é encontrado por Mary Anne Creed (Phylicia Rashad), viúva de Apollo Creed, que logo em seguida já diz ao pequeno Adonis (ou Donny, como é chamado na maior parte do filme) quem é seu pai.
Após um salto no tempo, vemos Adonis trabalhando durante o dia como assistente de uma grande empresa, e a noite fazendo aquilo que ele realmente gosta, lutar boxe.

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Não demora muito para Donny desistir do trabalho e se dedicar apenas ao boxe, mesmo sendo contra a vontade de sua “mãe”, que chega a contar ao filho como seu pai chegava em casa após suas lutas, e o porque dela não concordar com esse mesmo destino para o filho.
Donny abre mão do luxo e parte para Filadélfia em busca de seu sonho…e quem melhor para ajudá-lo a realizar esse sonho? Claro, o melhor amigo e maior oponente de seu pai, Rocky Balboa. É nesse contexto que a carga de dramaticidade do filme aumenta, graças ao ótimo roteiro e direção de Ryan Coogler.
Rocky continua levando sua vida tranquila e pacata, administrando o seu restaurante (Adrian´s), e definitivamente aposentado do boxe.
Donny enxerga em Rocky a única pessoa capaz de ajudá-lo a conquistar seu grande sonho, ser um pugilista profissional, igual seu finado pai.

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Depois de algumas recusas, Donny enfim, conseguiu convencer o seu “tio” Rocky em treiná-lo.
A partir daí, a semelhança com o primeiro Rocky fica bem clara ao espectador, porém, um detalhe faz com que esse filme tenha uma carga dramática maior do que o filme de 1976, e esse apelo emocional faz com que Creed seja o segundo melhor filme da franquia.
Claro que, como todo filme da franquia, temos os flashes dos treinamentos, a corrida na escadaria (de uma forma muito emocionante), temos o interesse amoroso (vivido por Teesa Thompson), temos o oponente que provoca e temos é claro, a luta, que com o avanço da tecnologia das câmeras de mão, traz uma experiência muito mais real do que as tomadas dos filmes anteriores.
Mas, nada disso teria valor se não fosse pelas atuações inspiradas da dupla de protagonistas.

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Michael B. Jordan se entrega totalmente no papel do filho de Apollo Creed, e sua semelhança física com Carl Weathers em alguns momentos é assustadora. Caso aconteça uma continuação (já está prevista a continuação para 2017), Michael está pronto para assumir o posto deixado por Stallone. Falando em Stallone…
Apesar do filme se chamar Creed, o seu sucesso passa diretamente pela interpretação e pelo carisma de Sylvester Stallone.

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Se no filme anterior (o ótimo Rocky Balboa), Rocky ainda tinha uma última missão nos ringues, desta vez não…Rocky é apenas o cara que administra seu restaurante, sem a companhia das pessoas que ama (isso é explicado no filme), e lidando com algo muito maior e muito pior em sua vida, e nesse momento você sente que Stallone parece ter uma conexão direta com Rocky, pois você sente que tanto ator, quanto personagem estão nos momentos finais de uma jornada que começou em 1976, e pra quem acompanha a franquia desde o início, as lágrimas são inevitáveis.
Vencedor do Globo de Ouro na categoria Ator Coadjuvante em filme de Drama, Stallone tem tudo para ser indicado ao Oscar, e quem sabe ganha-lo, e com isso, dignificar ainda mais sua carreira, e presentear seu melhor amigo imaginário, como ele bem disse no momento de premiação do Globo de Ouro, Rocky Balboa.

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Sobre o Autor

Amante de cinema, viciado em Star Wars, Friends e Alice in Chains. Nerd convicto, Analista de Sistemas por vocação, baterista por coração e emoção. Consumidor compulsivo de filmes, séries, música, games e HQ´s. Se pudesse, viveria de entretenimento (cinema e música), como ainda não posso, descarrego todo esse amor aqui no blog.



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