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Publicado em maio 19th, 2016 | Por Rodrigo Cirne

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X-Men: Apocalipse – Crítica

Desde o ano 2000, quando a Fox lançou o primeiro bem sucedido filme da franquia X-Men, muitas idas e vindas de histórias e personagens, foram sucessivamente sendo sobrepostas dentro do universo, transformando a franquia, e seus derivados, em obras sem pé nem cabeça, gerando vários buracos nas histórias.

Com o reboot iniciado em 2011 com o ótimo X-Men: Primeira Classe, a Fox vem tentando organizar o universo, com sucessivos acertos na franquia. Com o lançamento de X-Men: Apocalipse, o diretor Bryan Singer consegue equalizar todos os problemas na franquia, e direcionar seus novos mutantes dentro deste novo universo de personagens da Marvel.

A história, que se passa em 1983, 10 anos após os eventos ocorridos no filme X-Men: Dias de um futuro esquecido nos traz um Charles Xavier já abraçando toda sua vocação a ser o Professor e mentor dos mutantes, que já não são mais vistos como ameaça para a sociedade, graças a Mística (Jennifer Lawrence), que salva o Presidente dos Estados Unidos do ataque dos Sentinelas comandados por Magneto (Michael Fassbender). Mística é vista como uma heroína por toda a comunidade mutante, e toda essa idolatria gera um desconforto na personagem, que roda o mundo buscando mutantes que precisam de ajuda, e esse é um dos grandes méritos do roteiro, que segue mostrando todas as desigualdades que existem entre Mutantes e humanos.

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Essa harmonia criada por Charles será interrompida pela chegada de Apocalipse. Primeiro mutante da era dos homens, este ser, que se auto intitula Deus, enxerga no mundo moderno (de 1983) o momento perfeito para dizimar toda a raça humana. Para isso, ele convoca seus 4 cavaleiros: Psylocke (incrivelmente semelhante aos quadrinhos), Anjo (personagem secundário sem maior propósito na trama), Tempestade (mais poderosa e com muito mais importância do que Halle Berry em todos os filmes anteriores) e Magneto, do sempre competente Michael Fassbender, que mais uma vez é o personagem mais completo do filme, tal qual ele foi em X-Men: Primeira Classe.

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Resta ao grupo de jovens alunos de Charles, liderados indiretamente por Mística (o sucesso da atriz na franquia Jogos Vorazes a elevou a este patamar de heroína) e seu eterno parceiro Hank “Fera” Mccoy, Charles leva seu grupo de novos mutantes ao confronto com o terrível Deus mutante.

 

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O grande desafio deste novo filme é tentar fazer com que a franquia continue gerando interesse nos espectadores, mesmo sem a presença de Wolverine no filme, o que convenhamos, é uma tarefa das mais difíceis. Este é o grande ponto positivo do filme, e os méritos são da direção de Bryan Singer, que deixa claro o quanto ama e se importa com os personagens desta franquia. Com diversas referências a praticamente todos os filmes anteriores, Singer dá a devida importância a personagens que foram colocados em segundo plano, talvez muito pela presença de Hugh Jackman, já que inegavelmente para a grande maioria, Wolverine é o personagem mais amados dos mutantes.

Ciclope já dá indícios do líder que irá se tornar, mesmo sem conseguir controlar seus poderes. Noturno tem papel de destaque, e Jean Grey carrega toda a melancolia e desespero de uma personagem que tem o destino traçado, e carrega dentro de si algo muito maior do que ela pode imaginar. Os 3 novos atores que interpretam os personagens tem carisma, ótima presença em tela e não deixam nada a desejar aos atores veteranos que interpretaram os personagens na trilogia anterior. Além dos 3 personagens, desta vez Mercúrio (Evan Peters) tem um papel muito maior e com maior relevância no filme. Se em X-Men: Dias de um futuro esquecido, o personagem se resume a uma cena, que é uma das melhores de todos os filmes da franquia, desta vez, além da cena característica do seu personagem, muito maior e mais elaborada, Mercúrio tem um propósito no filme.

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Oscar Isaac tem uma presença imponente como Apocalipse, sem o esteriótipo do vilão padrão que estamos habituados a assistir. Isaac além de estar em um grande momento da carreira, consegue transformar seu Apocalipse em uma ameaça real a humanidade.

Mas o grande sucesso da franquia passa pelas interpretações de James McAvoy e Michael Fassbender. Os mutantes que continuam com seus pontos de vista divergentes, continuam carregando os melhores diálogos, seja entre eles, seja com os outros personagens.

Com uma cena pós créditos que aponta para um futuro promissor das franquias Marvel na Fox, nos resta esperar que a linha temporal desta nova fase dos X-Men seja respeitada, pois a quantidade de boas histórias a serem contadas, é enorme.

SPOILER ALERT: O filme tem alguns fans services, porém, um deles é de levantar da cadeira!!!

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Sobre o Autor

Amante de cinema, viciado em Star Wars, Friends e Alice in Chains. Nerd convicto, Analista de Sistemas por vocação, baterista por coração e emoção. Consumidor compulsivo de filmes, séries, música, games e HQ´s. Se pudesse, viveria de entretenimento (cinema e música), como ainda não posso, descarrego todo esse amor aqui no blog.



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