Cinema Rogue One - Poster

Publicado em dezembro 15th, 2016 | Por Rodrigo Cirne

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Rogue One: Uma História Star Wars – Feito para os fãs

Quando a Disney comprou a Lucasfilm, uma série de novas medidas foram tomadas, a primeira delas, uma nova trilogia de Star Wars, com início há um ano atrás, com o lançamento de Star Wars: O Despertar da Força. Não bastasse o frenesi causado pela notícia, a Disney resolveu fazer algo que há muito se comentava e se pedia, a expansão do Universo Star Wars, afinal de contas, não da para limitar uma galáxia gigantesca, a apenas o clã dos Skywalkers.

A questão é: De onde partir esta “expansão”? A estratégia foi criar um derivado da saga, partindo de uma história que todos já conhecem, porém, nunca explicada antes. É anunciada então a produção de Rogue One: Uma História Star Wars, primeiro spin-off que irá contar como que os Rebeldes conseguiram roubar os planos de destruição da recém criada Estrela da Morte (bem onde se deu o início do Episódio IV: Uma Nova Esperança).

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A história parte do ponto onde Galen Erso (Mads Mikkelsen, o “mentor” da Estrela da Morte) é obrigado a abandonar sua filha, Jyn Erso (Felicity Jones), para finalizar a construção da mais nova arma bélica do Império, a Estrela da Morte. Deixada com seu companheiro de Rebelião, Saw Gerrera (Forrest Whitaker), Jyn é criada como uma guerreira que terá que se esconder pela galáxia, para que o Império não a capture e a faça de refém, afim de que seu pai continue finalizando o trabalho que começou, mesmo a contra gosto.
Sabendo da existência de Jyn, a Rebelião vai atrás dela, com um propósito, fazer com que ela chegue a seu antigo tutor, Saw Gerrera, pois ele recebeu uma mensagem de Galen Erso, contendo informações importantes sobre a tal arma bélica.

Com a missão dada a Jyn, chegou a hora de conhecer os Rebeldes que irão unir forças a ela, para que a missão seja bem sucedida, e a escalação do elenco coadjuvante foi um dos pontos altos do filme. Lidando com diversas etnias, o filme retrata bem cada característica pessoal dos Rebeldes. Temos o especialista em armamentos, Baze Malbus (Wen Jiang, ótimo em cena), o Rebelde com uma causa para lutar e com sequelas de guerra (Diego Luna, como Cassian, o personagem que mais apresentou mudanças, baseado nos trailers apresentados), o Piloto Bodhi (Riz Ahmed), o Robô (Alan Tudik, ótimo como K-2SO, as melhores frases e momentos de alívio cômico passam diretamente por ele, sem fugir do contexto da narrativa) e deixo por fim o Sábio, aquele que conhece os caminhos da Força (Donnie Yen, pra mim, o personagem que rouba a cena no filme), o cego Chirrut Imwe, que traça um paralelo com a cultura Jedi (apesar de não ser um).

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Cada personagem tem seu momento de cena, sem exposições forçadas, ou jogadas apenas para agradar uma determinada etnia (apesar de entendermos que o fato de termos dois chineses na escalação do elenco, reflete o poder financeiro que as bilheterias na China estão gerando nos últimos anos).

Com locações nunca antes exploradas na Saga, Rogue One é visualmente impecável. As tomadas das batalhas, sejam no ar, em terra ou no mar, nos remetem aos primeiros filmes da Saga, onde era praticamente tudo feito com efeitos práticos, e essa alusão a década de 70/80 faz com que os fãs mais antigos, sintam um saudosismo no ar, sem perder a qualidade de imagem que é reproduzida na telona.

O leitor do Embrulha pode nos questionar: É um filme Star Wars sem Jedis, sem Skywalker? Sim, é um filme Star Wars, onde a tão comentada “Guerra” mencionada no título dos filmes (Em português o filme é chamado Guerra nas Estrelas) é finalmente revelada. O terceiro ato é grandioso, provavelmente o melhor terceiro ato de toda a Saga, onde o foco central é a batalha entre os Rebeldes e o Império, retratada como nunca vista anteriormente, e esse mérito é 100% creditado ao diretor Garreth Edwards, que já nos proporcionou cenas épicas com seu Godzilla de 2014. Fã assumido de Star Wars, o diretor não tem vergonha em entregar ao espectador um dos maiores fan-services de toda a história do cinema.

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Repleto de easter eggs, participações especialíssimas de personagens já conhecidos e amados, Rogue One é o prelúdio perfeito para o Episódio IV, e praticamente todas as dúvidas que rondavam esse roubo dos planos de destruição da Estrela da Morte são resolvidas.

“Rodrigo, não vai falar sobre Darth Vader?”. Claro que vou, mas vou tentar não estragar nenhuma surpresa ao dizer ao nosso leitor que, Vader sendo Vader no seu momento mais cruel visto nos cinemas, arrancando lágrimas de emoção deste crítico e amante de Star Wars, desde 1983.

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P.S.: Os últimos 5 minutos vão explodir a cabeça dos fãs

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Sobre o Autor

Amante de cinema, viciado em Star Wars, Friends e Alice in Chains. Nerd convicto, Analista de Sistemas por vocação, baterista por coração e emoção. Consumidor compulsivo de filmes, séries, música, games e HQ´s. Se pudesse, viveria de entretenimento (cinema e música), como ainda não posso, descarrego todo esse amor aqui no blog.



3 Responses to Rogue One: Uma História Star Wars – Feito para os fãs

  1. Rubens says:

    Excelente análise, assisti ontem também e você transmitiu tudo que penso e mais um pouco, pra mim superou Despertar da Força.

    • Muito obrigado pelo feedback, Rubens!!! Não sei ainda dimensionar o impacto do filme, ainda assistirei pelo menos mais uma vez, aí poderei te dizer se ele é melhor que O Despertar da Força!!! Grande abraço e continue ligado no blog!!!

  2. Marcel says:

    O filme é maravilhoso… maravilhoso. Era o que a franquia precisava. Não esperava. Poderia se chamar Rogue one: Cicatrizando o buraco na alma dos fãs de star wars desde 1983…
    O conjunto do universo star wars , o conjunto das atuações, o encaixe com o episodio IV, e a pegada mais madura e visceral, as batalhas que beiram o espetáculo TOTAL  com todo o peso opressivo do império, bem como a rebelião mais ativa e humana do que nunca, e Vader aparecendo exatamente como apareceu e com o peso que apareceu foi  um monstruoso acerto…
    E o Fan service delicioso e que além de tudo não foi nada forçado e até ajudou a ligar os pontos .
    Um filme que sendo um Spin off e com pegada completamente diferente da saga , fez a todos os fans da trilogia original, se sentirem mais em star wars do que nunca…brilhante!!. Não foram poucos os marmanjos de 40 e 50 anos que saíram chorando do cinema… Quanto a mim, eu sorri como o Coringa durante as mais de duas horas do filme, embalado por uma suave trilha sonora, que me deixou imerso no filme,sabendo exatamente o que eu estava assistindo por causa também dela …

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