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Publicado em dezembro 14th, 2017 | Por Rodrigo Cirne

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Star Wars: Os Últimos Jedi

2 anos se passaram desde a arrebatadora estréia da nova trilogia de Star Wars. Muito se foi comentado que assim como o Episódio VII: O Despertar da Força se assemelhava com o Episódio IV: Uma Nova Esperança, este novo capítulo tinha tudo para ser um novo Episódio V: O Império Contra Ataca (ainda imbatível). Mas após quase 2 horas e meia de projeção, o que pudermos presenciar, foi uma desconstrução daquilo que era previsto no final do Episódio VII, e uma abertura de novas possibilidades dignas do tamanho da galáxia que é muito, muito distante.

Pela primeira vez na saga, o filme começa logo após os eventos do Episódio VII, e pra quem viu o filme anterior, podemos seguir em frente. Caso não tenha assistido, recomendo que nosso leitor assista não só a esse, como a toda a saga (por favor!!).

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Não vou entrar em detalhes do roteiro, pois como todos os filmes da franquia, temos a interminável batalha do Bem contra o Mal, mas não de uma maneira tão simplória assim. Neste filme, as batalhas são gigantescas, sem necessidade de um caminhão de naves enchendo a tela, os cenários são lindos, as tomadas externas possuem cores fortes e bem definidas, e mais do que isso, a força que o roteiro tem, transforma este capítulo em um dos mais emblemáticos, e um dos mais corajosos de toda a série.

Além da coragem do roteiro em apresentar diversas reviravoltas (mérito total do Diretor/Roteirista Rian Johnson), o filme é muito engraçado, não no estilo comédia pastelão. O timing cômico entre personagens, criaturas (um capítulo a parte), robôs (como sempre roubando a cena), e até pasmem, vilões, é acima da média da maioria dos filmes. Nada é forçado, e todos estão cada vez mais seguros de si neste filme.

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A introdução de novos personagens é outro ponto forte do filme. Kelly Marie Tran, Benicio Del Toro (Sensacional) e Laura Dern agregam muito a já consagrada legião de personagens, que se misturam entre a primeira trilogia, e a atual, sem trazer para o público uma imagem saudosista, ou apenas um fan service. Eles estão lá por um propósito, que é a grande sacada do roteiro, seguir em frente, deixando o passado para trás.

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A nova trinca de heróis (Rey, Poe Dameron e Finn) está cada vez mais segura, e dona do novo espaço que será ocupado por eles nos filmes futuros. Rey resolve abraçar seu lado Jedi, e vai em busca do único que pode ajudá-la nesta caminhada, e esta pessoa será melhor comentada nos próximos capítulos.

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Poe abraça seu lado comandante, e se torna o grande nome da Resistência, abaixo apenas de outra personagem que falarei também nos próximos capítulos. Finn talvez seja aquele que ainda busca o seu espaço nisso tudo, porém, já ciente de qual caminho ele está em busca.

Já no lado sombrio, é cada vez mais forte e imponente a presença de Kylo Ren. Adam Driver se entrega totalmente ao papel, e faz com que o público se identifique com toda a dor e conflito interno que o personagem sente, fazendo com que em certos momentos, você realmente torça por Kylo, outra grande sacada e reviravolta do roteiro.

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Falando um pouco agora de duas figuras emblemáticas e únicas neste filme: Luke Skywalker e General Leia Organa.

Para quem é fã da primeira trilogia (como eu, por exemplo), é humanamente impossível não se emocionar com as cenas em que a eterna Princesa Leia aparece. Mesmo sua morte ter ocorrido após a conclusão das filmagens do longa, Carrie entrega sua melhor performance, e mesmo sem alterações no roteiro (segundo informações do próprio Rian Johnson), Leia, que seria uma das figuras principais do futuro Episódio IX, eterniza sua personagem de uma forma tão sublime e tão linda, que saberemos que mesmo não apreciando seu talento na tela, Leia Organa está lá, comandando a Resistência, de qualquer ponto da galáxia.

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O último e mais emocionante capítulo tem que ser para Luke. Se a hype criada no Episódio VII foi toda para Han Solo (e que fique bem claro, justa), o Episódio VIII tem nome e sobrenome: Luke Skywalker.
Desde a primeira cena, que é uma continuação da última cena do Episódio VII, Mark Hamill interpreta um Luke amargurado, velho, sem paciência para nada e para ninguém, e acima de tudo, longe de ser o Jedi que destruiu todo o Império Galático.

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Se negando a treinar Rey, Luke quer apenas ficar no seu canto, sem ser incomodado por ninguém, longe de qualquer problema, ou guerras, neste caso.

Durante a última semana, li que a Disney iniciará uma campanha para que Mark seja nomeado ao Oscar de melhor ator, e digo a vocês que, não seria nada injusto. Assim como Carrie, Mark entrega sua melhor performance e como disse anteriormente no caso de Carrie, é impossível não se emocionar em grande parte das cenas em que Luke aparece. Ele é o grande Mestre Jedi, aquele que trouxe equilíbrio para a Força, e apesar dos momentos truculentos e muitas vezes engraçados, são nos momentos de contato com a Força que surge o grande personagem, e confesso que, lágrimas caíram aos montes em duas determinadas cenas (Uma em conjunto com um personagem que os fãs vão pular da cadeira, e outra que eu ainda estou digerindo, e não duvido que tenha sido a cena mais linda dos 9 filmes produzidos até hoje!!).

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Corajoso, engraçado, aventuresco e fiel a premissa básica criada em 1977 por George Lucas, Os Últimos Jedi é um deleite para os novos e velhos fãs da saga, mostra para todos que ainda temos muito a explorar desta galáxia que fica muito, muito distante, e que a Força sempre estará conosco.

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Sobre o Autor

Amante de cinema, viciado em Star Wars, Friends e Alice in Chains. Nerd convicto, Analista de Sistemas por vocação, baterista por coração e emoção. Consumidor compulsivo de filmes, séries, música, games e HQ´s. Se pudesse, viveria de entretenimento (cinema e música), como ainda não posso, descarrego todo esse amor aqui no blog.



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