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Publicado em janeiro 31st, 2017 | Por Maike

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A Química – Stephenie Meyer – Resenha

Crepúsculo é um filme que faz parte dos Ame ou Odeie. Não posso opinar porque nunca assisti aos filmes e muito menos li a Saga. Não me chama atenção a história desses vampiros que brilham no sol e etc. Um dia quem sabe posso dar uma chance aos livros da saga, mas por hora não é do meu interesse. O fato é que Stephenie Meyer, a responsável por criar esse universo, vendeu milhares de cópias e conseguiu fãs por todo o mundo.

Por incrível que pareça, eu não a conhecia. Quando peguei A Química para ler, não fazia ideia de que ela era a mesma autora da Saga dos vampiros. Talvez meu preconceito literário teria me impedido de ir em frente. Mas para minha sorte, só descobri sobre as obras anteriores de Stephenie Meyer quando já estava na metade de A Química, e precisa chegar ao fim.

Sinopse:

“Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo.
Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou.”

Como todo livro, A Química possui pontos positivos e negativos. Começando pelo lado positivo, temos a Protagonista. Stephenie Meyer cria aqui uma personagem bem forte, durona e que se vira sozinha. É importante termos cada vez mais personagens femininas fortes na mídia, pela questão da representatividade que tanto se fala hoje em dia. Diferentemente de histórias onde a mocinha espera ser salva pelo príncipe, a protagonista aqui vai pra luta sem medo, mas também sem perder seu lado humano.

Ela não é em nenhum momento ofuscada pelos personagens masculinos que aparecem ao decorrer da história. Na verdade, em uma das cenas, ela manda Daniel ficar no carro dando cobertura enquanto ela entra numa casa sozinha cheia de soldados e mata todos eles. Ela realmente é badass.

A personagem muda de nome o tempo todo, pra não ser encontrada pela organização que a está caçando. Mas a autora consegue passar isso bem para o leitor. Quando a personagem muda de nome, a autora começa a chama-la pelo nome adotado no momento, e se isso não fosse feito com precisão, ficaríamos perdidos em meio a história corrida.

Stephenie Meyer está de parabéns pela história desenvolvida. Mas existem alguns pontos negativos que podemos discutir. Primeiramente, o desenrolar da narrativa. O livro é grande, um calhamaço, e por questão de unidades não chega a ter 500 páginas. Acho que esse foi o livro mais grosso que li em minha vida depois do Conde de Monte Cristo. O problema é que uma parte dessas páginas poderia ser tiradas sem causar dano ao leitor.

Stephenie Meyer cria uma história muito bem elaborada, mas extremamente detalhista também, e esse tipo de escrita não agrada a todos. Na verdade, essa lentidão é marca registrada de seus livros, como no caso da Hospedeira. Se você conseguir levar a história até a página 100, ele começa a fluir mais. A questão é que nem todos tem paciência de ler uma história arrastada por tanto tempo.

Outro ponto negativo que queria destacar é o casal principal. Daniel foi pego pela protagonista e torturado. O problema é que depois ela descobre que ele era a pessoa errada. Mas após a tortura, ele simplesmente parece que esqueceu o que ela fez com ele e se apaixona por ela. Ele não tem raiva, ele não se sente mal, ele não olha torto pra ela. Ela ainda defenda a garota quando seu irmão fala de forma mais grossa com ela. Esse relacionamento apressado foi um pouco forçado do meu ponto de vista.

No geral, A Química é um livro bom e bem detalhista. Ele chega a ser detalhista em excesso, e esse tipo de leitura pode ser cansativo para quem não está acostumado. Se você gosta de obras bem detalhadas onde o autor descreve até a cor do botão da camisa que determinado personagem está usando, A Química é um livro interessante para você. Mas se você é desses que desiste de um livro quando a narrativa começa a se arrastar demais, talvez A Química se torne um pouco enfadonho.

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Sobre o Autor

Estudante de Pedagogia por amor as Crianças, escritor por Amor as Letras, viciado em Filmes, Séries, Livros, e Animes. Sonha com o momento em que o dia terá 72 horas para colocar tudo em dia.



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