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Publicado em dezembro 26th, 2016 | Por Maike

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Resenha Crítica The OA Netflix

Netflix tem uma capacidade fora do comum para produzir séries arrasa-quarteirões, como Stranger Things, Demolidor, Jessica Jones e House of Cards. Por esse motivo, sempre que ouvimos falar de uma nova série original do serviço de Streaming, todos ficamos empolgados com a qualidade que o nome Netflix carrega. Esperamos ansiosamente, e a maioria de nós acaba fazendo uma maratona assim que são disponibilizados os episódios.

Por esse motivo, a ansiedade para a mais nova série original Netflix chamada The OA estava muito grande, e as expectativas muito altas.

Criada por uma parceria entre o Netflix e a empresa Plan B do Bradd Pitt, a série foi disponibilizada a partir de 16 de Dezembro desse ano (2016).

Protagonizada por Prairie (Brit Marling), a série tenta usar do mesmo artifício que Stranger Things ao misturar elementos de ficção científica com um toque de mistério e espiritualidade.

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O enredo da série chama a atenção do público, já que se trata de uma garota cega que desaparece por 7 anos e volta conseguindo enxergar mas evitando falar sobre o que aconteceu nesse período em que esteve fora.

Falando sobre os pontos positivos de The OA, o melhor de todos eles é a atuação de Brit, que também é uma das criadoras da série. Sua atuação é fantástica, e ela consegue convencer como uma pessoa meio desequilibrada, traumatizada, e ainda consegue atuar como alguém cego, o que é não é nada fácil. Quando passou a enxergar, ela também deu profundidade ao que a personagem estava sentindo, dando credibilidade ao papel.

A maioria dos atores de The OA consegue convencer com o seu papel, mesmo o mais problemático deles. Pontos para a série pela escolha de elenco/personagens, já que dentro do núcleo “principal”, tínhamos desde adolescentes problemáticos, professoras que esqueceram a sua motivação, até um jovem transsexual.

A premissa da série é interessante, mas os episódios não pegam embalo.

The OA ousou ao trazer episódios tão longos para uma primeira temporada, e alguns deles se arrastam mais do que outros. A Jovem Prairie começa contando suas histórias para esse grupo de cinco pessoas, sobre o tempo que ela passou em cativeiro e suas experiências espirituais/cósmicas.

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Acontece que os outros que estavam presos com ela no cativeiro foram raptados para um experimento científico por terem algo em comum. O que não me convenceu, além do fato das cinco pessoas que iam para uma casa abandonada toda noite para ouvir as histórias de uma pessoa “desequilibrada”, foi o fato de um cientista maluco sozinho conseguir manter tanta gente em cativeiro sem que eles reagissem.

A própria Prairie explica que quem passa por esse tipo de situação fica preso não apenas num lugar físico, mas que a prisão é algo psicológico também. Porém, me pareceu mais que o roteiro estava levando a situação por esse caminho.

The OA falha ao tentar prender a atenção do telespectador pela falta de cliffhangers, aquela situação no final de cada episódio que faz com que fiquemos ansiosos para assistir ao próximo, e ainda usou de um recurso diferenciado para atrair a atenção das pessoas ao não divulgar a série.

Como assim?

Os trailer de The OA não explicam nada, a sinopse não da detalhe nenhum, e tudo que sabemos é que ela está lá na página inicial do Netflix assim que abrimos o aplicativo. Sem nenhuma informação. Isso teve o objetivo de trazer um ar de mistério e suspense a trama. Mas o mistério foi tanto e durou tantos episódios que é difícil convencer alguém a assisti-la de uma vez.

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A protagonista é carismática, e novamente, a atuação de Brit não deixa a desejar. O problema da série foi mesmo o roteiro, que levou muito tempo para começar a desenvolver alguma conexão com o telespectador, e isso pode prejudicar o desempenho dela no Netflix, já que o primeiro episódio é o que define se as pessoas acompanharão ou não ao resto.

Visualmente falando, a produção (como todas as outras originais Netflix) não deixa a desejar, com uma fotografia muito boa e uso de efeitos sonoros e jogada de luzes em momentos certos. Poderiam ter deixado o cativeiro um pouco mais escuro, para dar um ar mais sombrio ao lugar, mas no geral, a parte técnica de The OA é excelente.

O momento final do episódio final foi o melhor da série, então não entrarei em detalhes para não estragar o melhor momento de The OA. O que sabemos é que The OA terminou com um cliffhanger,  o que significa que a série pode ganhar uma segunda temporada, dependendo do boca-a-boca do público. Porém, a maioria das resenhas que li sobre The OA foram negativas, e o público também ficou um tanto quanto frustrado. Então vamos aguardar.

Se você amou Stranger Things, é fã de Nudez gratuita como em Sense8 (por favor, não me odeiem pela comparação, adoro sense8, mas as cenas de suruba são dispensáveis para o enredo, estando ali apenas como fã service), e costuma assistir a episódios aleatórios sem maratonar, talvez consiga ver The OA. Mas se você gostar de assistir a temporadas inteiras de uma vez, essa série provavelmente te deixará apenas frustrado.

Boa sorte a vocês!


Sobre o Autor

Estudante de Pedagogia por amor as Crianças, escritor por Amor as Letras, viciado em Filmes, Séries, Livros, e Animes. Sonha com o momento em que o dia terá 72 horas para colocar tudo em dia.



13 Responses to Resenha Crítica The OA Netflix

  1. Jane Morgana Da Silva Dantas says:

    mas é exatamente isso, espere pra assistir os últimos 15 minutos aí, pq o começo é realmente chato!! Mas depois Bumm!

    • Maike says:

      Os últimos 15 minutos é o melhor momento de THE OA. Por isso nem comentei sobre, para não estragar a surpresa de quem vai assistir.

  2. Maike says:

    Infelizmente a hype da galera sempre fica lá em cima quando sai uma produção original Netflix, e o ritmo lento de The OA não ajudou. Mas é aquele ditado, vamos fazer o que? haha

  3. Maike says:

    O pessoal (e eu) foi seco achando que seria uma espécie de Stranger Things com adultos. Realmente, a série tem alguns furos e é bem lenta, mas achei a atuação da protagonista bem convincente. Vamos aguardar o Netflix vir com mais produções originais!

  4. Maike says:

    Pois é, também fiquei com cara de interrogação… haha

  5. Maike says:

    É realmente bem sutil. Mas o ritmo lento de desenvolvimento da narrativa acaba incomodando, talvez pelo fato de estarmos acostumados a séries cada vez mais explosivas e séries que deixam muitas coisas a serem resolvidas para prender o público.

  6. Maike says:

    Então Barbara… O objetivo da Resenha é analisar a série como um todo. Fico muito contente que você tenha gostado de The OA. Mas ela é mais lenta do que estamos acostumados. Séries como Sense8 e Stranger Things são mais agitadas e possuem uma narrativa mais dinâmica. Mas é uma questão de gosto pessoal. Abraços!

  7. Eu discordo de você, eu não acho que a série tenha sido rasa ao abordar o tema, espiritual/sobrenatural, aquelas pessoas não sabiam que mundo era aquele, inclusive OA fala várias vezes que não sabe ao certo o que vai acontecer, ela apenas sabe o que precisa fazer para esse “algo” acontecer, as situações de risco também existe, sinceramente a cena dela correndo cega pela mata é agoniante.

    • Maike says:

      Elogiei a atuação da protagonista, ela realmente passa emoção para quem está assistindo. Mas The OA não aborda a espiritualidade tão a fundo assim. Por isso disse que ela é rasa. Perderam a oportunidade de se aprofundar mais no lado espiritual e pós vida, e a série acaba ficando nesse “algo” a acontecer que só acontece mesmo nos últimos segundos da temporada. Mas que bom que você gostou da Série!

  8. Lucas says:

    Muito boa a série, assisti em um dia os 8 episódios … gera boas reflexões, não se pode comparar nenhuma delas, são apenas diferentes em si, assisti a todas The OA, Stranger Things e Sense 8, todas possuem ritimo adequado e envolvente que nos fazem ter uma ótica sobre o desconhecido, um universo de possibilidades, e acima de tudo gera reflexoes sobre relações humanas, num mundo de tanta superficialidade… Netflix de parabéns. ..

  9. Roosevelt says:

    Terminei nesse minuto de assistir a série, e posso dizer que foi uma das maiores perdas de tempo da minha vida. Deu foi raiva! Muitos spoilers agora:

    Na minha opinião o roteirista quis fazer algo e fez de forma medíocre: Criar um mistério e ir revelando-o.

    O grade problema disso é que essa história tem MUITA forçação e MUITA ponta solta. Você realmente tem que viajar na do autor para gostar.

    Qual é a das portas abertas? Como ela chegou numa ponte movimentadíssima, correndo feito uma louca e se jogou da ponte? Como que em anos, os caras tentam fugir de maneira “espiritual” mas NUNCA houve oportunidade de uma fuga planejada, já que o vilão dava tanta brecha? COMO QUE UM POLICIAL ESQUECE A ARMA DO LADO DO BANDIDO? Porque não curar a senhorinha depois? Finge que dá errado, depois todo mundo é liberto, feliz e depois vão lá curar a véia? E aquela dança no final? O que dizer daquilo? Quando eu achei que algo de sobrenatural ia acontecer um cozinheiro pula no atirador enquanto ele simplesmente vê 5 pessoas pulando na direção dele e fica olhando o espetáculo.

    Fraca demais. Perdi mais de 8h da minha vida. Na segunda temporada vou ler o resumo apenas, pra ver se alguma coisa bate.

    • Maike says:

      The OA é bem viajada. Tentaram explorar um lado espiritual, mas na minha humilde opinião não flui. Coisas como deixar as portas abertas, e a questão de como ela chegou a ponte tão movimentada ficaram em aberto pra mim. O “vilão” realmente dá muita brecha para uma fuga, mas eles devem ter desenvolvido síndrome de estolcomo haha. Enfim, opinião pessoal, também não gostei. O final teria sido bem interessante, se algo de sobrenatural tivesse acontecido, mas simplesmente optaram por fazer aquilo… Vamos aguardar uma nova temporada!

  10. RHENYLSON FABIO BASTOS VEIGA says:

    Se não entenderam precisam assistir de novo!

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